Silvicultura com Eucalyptus spp na região sul sofre menor impacto por alterações climáticas, sugere estudo

Dados estão em linha com resultados que a solução Flareless, da Quiron, indica no monitoramento de eventuais riscos de incêndios intempestivos. 

Espécie mais plantada no país, o Eucalyptus spp tem tido grande importância para a atividade florestal nos últimos anos.  Dados consolidados da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs 2020), trazidos pelo IBGE, identificou uma alta de 21,7% no valor da produção dos produtos madeireiros da silvicultura de 2019 para 2020. 

Já o relatório anual da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) de 2020 mostra a importância da árvore para a cadeia produtiva do país. Em 2019, foram produzidos 35,3 m³ por hectare, no ano – uma produtividade que coloca o Brasil num nível de reconhecimento mundial, graças à adoção de boas práticas de manejo. Os dados ainda apontam um incremento de 23% na área total certificada, de 7,4 milhões de hectares. 

Os números do relatório anual mostram Minas Gerais na liderança, com 28% da área plantada desse gênero no país, com 1,92 milhão de hectares, seguido por Paraná (1,39) e São Paulo (1,22 milhão). Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio Grande do Sul completam a lista. 

Segundo dados da Embrapa, até 2030 o Brasil pretende plantar mais 12 milhões de hectares de eucaliptos. Com cultivo quase que generalizado em todas as regiões tropicais e subtropicais, e com capacidade de adaptação às diversas situações, sem dúvida a produção da espécie tem importância para a sustentabilidade da cadeia produtiva no Brasil. 

Neste contexto, pesquisa recente da Embrapa analisou o cenário de mudanças climáticas mais realista para o Sul do Brasil e parte do estado de São Paulo, considerando o cultivo de eucalipto em três regiões, numa escala temporal inédita, de dez anos. 

No estudo, feito em parceria com a Klabin, foi analisada também a capacidade de emissão e remoção de carbono em solos cultivados com eucalipto. Entre os locais avaliados, uma das conclusões do estudo é que os recortes situados no Paraná e em Santa Catarina são os que apresentam a menor variação das alterações climáticas para produção da espécie. 

Para as regiões estudadas, as projeções do estudo indicam que nas unidades fabris de Telêmaco Borba (PR) e Otacílio Costa (SC), onde a Klabin cultiva eucalipto, haverá aumento da temperatura e da deficiência hídrica, porém com valores inferiores ou próximos de 200 mm/ano, o que não interfere na produtividade da espécie. A baixa ocorrência de mudanças climáticas, entre os próximos 10 a 30 anos, nestas áreas da Klabin, entram em linha com os resultados de análises utilizadas na predição de incêndios pela solução Flareless, da Quiron.   

“Com base nestas informações, e outras 11 variáveis, nosso algoritmo do Flareless consegue associar riscos de incêndio para cada situação identificada e mostrar com base nestas informações qual o local mais susceptível à ocorrência do incêndio”, lembra Adam Marques, líder de pesquisas da Quiron.

As condições e ocorrências de chuva, e o impacto delas na floresta, reflete numa maior ou menor amplitude de situações severas, ocasionadoras de prejuízos. “O principal fator não é tanto o montante anual de chuva, ou o quanto foi reduzido por ano, mas sim a distribuição dessa chuva em 12 meses.  O que observamos é que existem eventos torrenciais, o que acarreta má distribuição dessa chuva no ano – eventualmente até com um mesmo volume de chuva previsto, mas de uma forma má distribuída. Essa má distribuição do volume de chuva é que pode ocasionar maiores períodos de estiagem – aí sim afetando questões de temperatura, durante aquele período, tendo uma influência indireta na questão de risco de incêndio, ou período sem chuva”, considerou Adam, lembrando também que o Flareless, da Quiron, traz uma resposta bem objetiva em locais com mais necessidade de atenção com relação à incêndios.     

“Eu não posso considerar apenas uma projeção para 30 anos. Eu tenho que considerar a situação da floresta agora, até os próximos dias. Eu preciso ter uma  precisão dessas informações, e poder analisar o fator daquele momento”, destacou Adam.

Uma das 12 variáveis levadas em conta no momento do monitoramento feito pela ferramenta Flareless são as alterações e mudanças climáticas. O resultado do estudo indica uma estabilidade na produtividade do eucalipto, ao menos momentânea, nas áreas do Paraná e de Santa Catarina. A correlação também entra em linha com uma das variáveis utilizadas na predição de incêndios pela solução Flareless, uma vez que, além de já ser avaliada as indicações que o estudo analisou, outras informações são consideradas, como a ação humana na região – atuando na predição da possível ocorrência de incêndios para sete dias de uma forma mais assertiva, considerando um tempo bem menor de ocorrência que a projeção do estudo, de até 10 anos, ou mesmo 30. 

Assim, a Quiron acaba fornecendo uma avaliação com muito mais acurácia do local, e olhando para os parâmetros identificados no estudo com muito mais precisão.

Feedbacks demonstram impactos positivos da solução Flareless em florestas

Luiz Roberto Peretti é silvicultor no Mato Grosso do Sul. Ele encontrou com a Quiron uma excelente forma de proteger a floresta de episódios de incêndios. “Tenho floresta plantada de eucalipto e mogno africano. O período de abril e setembro é o mais seco do ano. Pesquisando na internet, encontrei a empresa Quiron Digital, que faz o monitoramento de satélite com dados da floresta, inclusive da situação climática. Eles mostram toda a floresta e os seus pontos mais críticos, vulneráveis à incêndio, onde pude tomar algumas decisões preventivas. A experiência foi muito boa, e a solução me atendeu muito bem”, ressaltou o empresário. Esse e outros relatos sobre a solução foram tema de reportagem do Tech SC, da NSC-TV, do dia 17 de outubro. O programa pode ser revisto neste link

Luiz Roberto Peretti é cliente e entusiasta da Quiron.

Flareless 

Monitorando florestas e acabando com as ameaças antes mesmo que elas ocorram, o Flareless, da Quiron se vale da inteligência artificial através de dados de satélites para a predição de incêndios florestais com análises semanais de risco de ignição de incêndios. O modelo leva em conta 12 variáveis em consideração e entrega previsão para sete dias com 10 metros de resolução, trazendo indicação georreferenciada dos pontos críticos para atuação contra fogo intempestivo.

Com a ferramenta Flareless de monitoramento e análise preditiva de incêndios florestais, a Quiron tem em seu escopo mais de 3 milhões de hectares monitorados.

Laboratórios da Embrapa Florestas em Curitiba./ 12/08/2011./ Foto: Rodolfo BUHRER / La Imagem

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