Avaliando locais que podem requerer certificações, ferramenta da Quiron auxilia empresas do setor florestal

Empresas da cadeia do setor florestal possuem necessidade de controle de procedência de áreas de plantio.

Ferramenta Mapper, da Quiron, permite mapear uso e cobertura de solo, além de realizar monitoramento de colheita ou desmatamento

A expansão da produção florestal no mundo todo tem contribuído para a mitigação do aquecimento global. De acordo com estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com dados de florestas plantadas em áreas do Distrito Federal, florestas plantadas são capazes de reduzir a pressão sobre a vegetação nativa, contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas – mostrando um desempenho similar à florestas nativas

A avaliação foi demonstrada a partir de dados do trabalho conduzido por pesquisadores da Embrapa Cerrados, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e da Universidade de Brasília (UnB), que acompanharam a dinâmica dos fluxos de CH4 (metano) e de N2O (óxido nitroso), em solos sob plantações de eucalipto e vegetação nativa do Cerrado, além de possíveis interações entre fatores ambientais e esses fluxos.

Para as grandes indústrias madeireiras e de celulose, porém, receber reconhecimento por esses feitos está longe de ser uma tarefa simples.  O padrão internacional de certificação florestal FSC – Forest Stewardship Council, por exemplo, é uma das formas reconhecidas no mundo todo para o bom manejo das florestas. Ele foi criado em 1994, como resposta às preocupações sobre o desmatamento global e o destino das florestas mundiais, a partir de critérios estabelecidos por representantes empresariais, grupos sociais e organizações ambientais. 

No contexto nacional, o núcleo brasileiro da organização – FSC Brasil – busca difundir e facilitar o bom manejo das florestas brasileiras conforme princípios e critérios que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica. São graças a essas certificações que podemos saber se aquilo que consumimos tem ou não procedência adequada a respeito do impacto na natureza (diretamente à fauna e flora) nos produtos vindos da floresta.

“As empresas precisam assegurar que não estão usando madeiras oriundas de processos de desmatamento e também garantir que estão atendendo a todos os princípios legais, exigidos pelas certificadoras, como a FSC, por exemplo, e também pelas demais legislações florestais existentes”, lembrou  Carla Talita Pertille, mestre em Engenharia Florestal, com ênfase em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Carla é uma das responsáveis pelo setor de Pesquisa e Desenvolvimento da Quiron, que possui uma ferramenta chave para a identificação de maciços nativos e comerciais em florestas. Com o Mapper, produto Quiron de mapeamento de uso e cobertura de solo, é possível saber, de forma remota, a partir de imagens de satélite, informações estratégicas, como obter monitoramento e predição de desmatamento numa área já conhecida e identificação de áreas colhidas e áreas plantadas, com estimativa dos recursos florestais.

Geramos relatórios com alertas para qualquer redução detectada na área florestal, eliminando incertezas sobre ativos florestais com agilidade e gerando informações com elevado nível de acurácia.

Neste contexto, o Mapper pode se tornar um grande aliado de empresas. “Além de quantificar a área plantada de um plantio comercial e a área de um maciço nativo, diferenciando-os, alguns indicadores poderiam ser gerados, como por exemplo: área colhida, área plantada por classes de idade, área plantada por gênero, área plantada e colhida por município ou regional, distância estimada em quilômetros dos plantios às fábricas ou unidades fabris ou demais pontos de interesse do cliente. Informar quem é o proprietário do plantio também é um indicador válido”, lembrou a pesquisadora, observando que a análise  do período histórico do plantio faz toda a diferença quando se almeja certificações internacionais. 

“O modo tradicional estimado em casos de certificação florestal (principalmente no padrão FSC) compreende a avaliação dos maciços nativos e comerciais em 1994 e a comparação dessas áreas atualmente. Se em 1994, a área foi classificada como vegetação nativa e, atualmente, como plantios comerciais, por exemplo, isso é caracterizado como desmatamento, pois houve a conversão de vegetação nativa para outros usos. Ainda por essa norma, essa área convertida não pode exceder 5% em relação a todo o período, e ainda ser menor que 0,5% por ano analisado. O Mapper poderia atuar na identificação das áreas nativas e plantadas em ambos momentos de análise acima descritos”, ressaltou. A Quiron já mapeou mais de 40 mil hectares com o Mapper.

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