O uso de satélites nas soluções florestais

Fonte: European Space Agency

Novas Soluções Florestais

Mais do que nunca, o mercado florestal tem se deparado com a necessidade de migrar suas ferramentas para novas soluções tecnológicas. Um dos procedimentos mais utilizados atualmente e com significativos esforços de desenvolvimento é o sensoriamento remoto, conjunto de técnicas que permite a obtenção de informações da superfície terrestre de forma remota, a partir de sensores, como os carregados por satélites. No entanto, apesar de bastante usual, o que muitos não sabem é a tecnologia por trás do produto final do sensoriamento, e sua importância.

As imagens de satélite analisadas durante o processo são construídas a partir da reflectância captada em pixels, geograficamente ordenados, por isso, a resolução das imagens está intimamente ligada ao tamanho desses pixels. Assim, quanto menor seu tamanho, maior a resolução. Porém, para se chegar na imagem final, é necessário outro tipo de resolução muito importante para ser considerado, que é a resolução espectral. Ambas as resoluções utilizadas vão depender da capacidade e quantidade de sistemas de sensores utilizados para captura.

Resolução Espectral

Para compreender a resolução espectral das imagens, é necessário saber que o intervalo entre dois comprimentos de onda, que os sensores presentes nos satélites conseguem identificar, formam o que é chamado de bandas espectrais. Logo, a quantidade de bandas espectrais e o comprimento alcançado por cada uma delas corresponde a resolução espectral. Assim, aqueles com maior número de bandas e menor intervalo de comprimento dispõem de uma maior resolução. Nesse sistema, cada banda carrega a denominação referente a região do espectro onde podem ser detectadas como, por exemplo, infravermelho próximo, azul, verde, vermelho, etc. 

 

Os sensores Sentinel do Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia, por exemplo, geram até 13 bandas espectrais, alcançando de 60 a 10 m de resolução, coletando diferentes informações sobre à Terra. Já os sensores do Landsat  são capazes de gerar até 9 bandas, com resolução de até 15 metros.  A partir dos pixels obtidos por esses sensores é possível realizar operações aritméticas, gerando os chamados índices espectrais, que permitem a formação de novas imagens. Dentre os diversos tipos de índices espectrais possíveis, existem aqueles destinados exclusivamente para a detecção de variáveis relacionadas à vegetação, denominados de “Índices Vegetativos”. Um dos índices vegetativos mais utilizados e reconhecidos pela literatura é o Índice vegetativo da diferença normalizada, ou NDVI.

Índices Vegetativos

O NDVI, é um índice espectral comumente utilizado por players do setor agroflorestal para medição da intensidade da atividade clorofiliana de ativos agrícolas ou florestais. O índice é calculado com os valores obtidos das bandas de infravermelho próximo, e do vermelho, auxiliando no realçamento da densidade da cobertura vegetal. 

Apesar de muito usual para a gestão e monitoramento de áreas, o NDVI apresenta variação nos resultados, o que pode interferir nas análises. Além disso, é influenciado pela resposta espectral do solo, que também pode impactar negativamente na assertividade dos resultados.

A Quiron Digital, especializada no desenvolvimento de inteligência artificial para monitoramento de florestas, desenvolveu o Mapper, solução de zoneamento, identificação de uso e cobertura do solo,  e o Diagnosis, capaz de identificar e monitorar danos causados por pragas e doenças florestais. Diferente das tecnologias padrões que utilizam o NDVI, a Quiron oferece soluções disruptivas, sem problemas de saturação de imagens, e com a correção da influência do solo na resposta espectral, oferecendo melhor acurácia em suas análises. As soluções Quiron ainda vão além. Por ser um produto baseado em inteligência artificial e utilizar uma gama diversa de índices vegetativos, nosso produto possui a capacidade de adaptação para diferentes cenários e composições vegetativas. 

Temos um time altamente capacitado, composto por mestres e doutores, com mais de 20 anos de atuação no setor de sensoriamento remoto e florestal e 16 anos de experiência em automação de softwares.

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